quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Da série "Acredite se quiser"...mais uma.

A gente sempre ouve falar sobre hábitos e costumes de outros povos. Vivenciar é um pouco mais raro. Quando digo que o Iraque foi meu maternal, primeiro e segundo grau de aprendizado, não tô mentindo.

Morávamos em um acampamento no meio do deserto, que era considerado território brasileiro, mas determinados problemas eram levados pra serem resolvidos em uma delegacia de um lugarejo pertinho "ao qual pertencia o acampamento", se assim posso dizer.

Nessa Torre de Babel, viviam milhares de brasileiros, famílias e avulsos, juntamente com iraquianos e mais centenas de pessoas de países diferentes. Já viram a miscelânia de costumes e, consequentemente, de problemas.

Um certo dia, um árabe (não vou dizer a nacionalidade porque não quero problema pro meu lado...rs..) bateu na porta da casa de uma família de brasileiros e pediu água pra dona da casa. Ela, muito gentilmente, tava pegando a água, quando sentiu que o moço entrou, colou atrás dela literalmente, apalpando a, como posso dizer, bunda. O susto foi enorme e com a gritaria, o moço fugiu. Quando o marido chegou, ela contou a história, que foi parár na chefia do acampamento, que foi parár na tal delegacia. No que o "delegado", na presença de todos, inclusive do apreciador de traseiros brasileiros, perguntou pro marido à queima roupa: "O Sr. quer que a gente corte a mão ou fure o olho do moço?" O marido e esposa, e outros brasileiros presentes, quase morreram de susto com as alternativas. O marido disse que não queria nenhuma das duas coisas ... "o Sr. tá ficando maluco?" E o "delegado"? - "Então, por que veio reclamar?"
Foi retirada a queixa, o marido pegou a esposa e voltaram pro acampamento.

Costumes de outra cultura.

E quem quiser que conte outra...

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