quarta-feira, 9 de junho de 2010

Foi então que deu pra ver quem era mais poderosa...

Já disse aqui que, o deserto, aquela coisa seca, esturricada, sem sinal algum de verde, de vida vegetal, esconde uma grande surpresa. Basta dar uma chuvinha, uma semana de chuva fina pra ele ficar verdinho quiném um tapete. Fica lindo! Dura pouco, é verdade, mas o suficiente pra gente se lembrar que os grãos estão lá, de boca aberta, só esperando a água cair pra mostrar a que vieram.Muitos dos nossos amigos, plantaram jardins e hortas e tudo crescia na velocidade da luz. Imagino que, a terra, pouco acostumada com água, bebia e aproveitava até a última gota e a planta desenvolvia em velocidade máxima, com medo, pois não tinha idéia de quando viria outra bênção daquela. Quiném o organismo quando a gente tá fazendo regime; ele fica tão ávido de caloria que, num momento de fraqueza, em que a gente come um docinho pra não morrer aguado, ele absorve até o último néctar de açúcar e lá vamos nós acumular mais umas benditas gramas. Tivemos lindos jardins e comemos muita verdura das hortas amigas, porque, se dependesse do país, verde mesmo, só azeitona. Não era comum encontrar verdura e legume legal pra comprar.

E foi aí que, um amigo meu, resolveu plantar uma plantinha num vaso no escritório. Levar um pouco de verde pro trabalho, quebrar um pouco aquela cor bege, creme, areia, que nos circundava. E se ocupou direitinho da planta, sem ter muito idéia do que tinha plantado. Ganhou a mudinha, colocou no vaso e pagou pra ver. E pagou caro...rs

A danada começou a crescer, a crescer e foi caindo vaso abaixo, indo pro chão, no que ele já achou esquisito. "Que raio de planta é essa que cresce pra baixo?" Até que apareceu alguém que disse: "deixa de ser estúpido, porque ela não tá crescendo pra baixo, você plantou uma trepadeira e trepadeira vai pra onde você quer que ela vá; você que comanda". "Mesmo? Que chic! Eu que mando, então? E como faço pra comandar?" O outro explicou que bastava colocar umas varetas, ou pregos com fios na parede e ela ia tomando o seu caminho; ia se agarrando e seguindo pra onde tivesse apoio.

Pronto, no dia seguinte já tava a parede parecendo um labirinto com fios e pregos fazendo voltas e curvas.

E a danadinha foi fondo, foi indo, foi subindo, ficando bonita. E rega todo dia e muda fio de lugar e muda prego, e rega, e meu amigo quis viajar um final de semana e teve que arrumar alguém pra molhar a peleja da planta, e descobriu que se esquecesse de molhar ela ameaçava de despencar e murchava, e poda daqui, segura dali até que, um belo dia, cheguei na sala dele e a parede tava limpinha: nem um prego, nem um fio, nem um verdim nem vaso nem nada. Tudo como era antes.

Assustei e falei : "Uai, gente do céu ! Cadê a trepadeira que tava aqui? O que aconteceu?"

E ele, seríssimo: "Desplantei. Joguei fora a concorrente".

4 comentários:

Regina Rozenbaum disse...

Ieda, amada!
Essa história de deserto me lembrou prá onde vc vai (Israel) e quando aprendi o significado da palavra "sabra" (aquele que nasce lá). É um cactus bem espinhoso por fora, que dá uma das flores mais lindas que já vi e se vc consegue tocá-lo, é doce e comestível. Assim são os israelenses tb. Conhecia essa história?
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Ieda Dias disse...

Regis, vc sabe o tanto que amo seu povo e sua terra. Adoro os simbolos. Pensei em escrever a respeito e vc poderia ser minha assessora. Q tal?
bjos meu bem

Regina Rozenbaum disse...

TÔ às ordens... mas penso que filhote meu, vai ser assessor com maiisss catiguria rsrs Eu, amiga, ultimamente sou ASPONE!!!rsrs
Beijuuss n.c.

www.toforatodentro.blogspot.com

Ieda Dias disse...

Darling vc vai continuar sendo aspone do nosso lado...rs
baba baby, baby baba, já tô com minha passagem en mãos...
bjos

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