quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aqui, como aí, a vida de interior, dos séculos IXX e XX, era tal e qual - 2ª parte



Adorei esta foto. A família toda sentada comendo linda e loira e a mãe em pé, esperando todos terminarem pra poder comer. Conhecem aquela história de que mãe adora pé e pescoço de galinha? Vem daí. A negada se fartava com as carnes boas e só sobravam os pés e o pescoço pra mãe. Bem dizia a mãe de uns amigos meus;
- Eu, não quero nem saber. Me sento à mesa e já logo coloco o peito, que é a parte que mais gosto, no meu prato. Sem essa de primeiro o marido e os filhos....rs


Família burguesa do início
 do século XX.
Ainda não me acostumei com o século XXI. Sempre que vou me referir ao século XX, acho que não preciso escrever XX. Como agora. Início do século pra mim, continua a ser o século XX.
Detalhe das roupas pra ir à mesa. Deve ser por isso, que nas novelas de época, a gente houve uma pessoa totalmente bem vestida, arrumada, dizendo que vai subir pra se trocar pro jantar.Peleja! Ainda bem  que não vivi este tempo!



Quem conhece Paris, provavelmente já foi ao Halles. Hoje um enorme centro comercial, cheio de boutiques, cinemas, piscina. Antes de virar isso tudo, era este mercado aí da foto. Imagino que devia de ser uma lambança só. Muito sujo, cheio de ratos. A primeira vez que fui a Paris, ele estava sendo inaugurado. Estes prédios ao redor datados de 1.851 e  projetados pelo engenheiro Baltard, foram derrubados em 1.970 pra contrução do conjunto. Pensei que já tivesse escrito sobre o Halles, mas acho que não. Vou escrever. Vale um post.


Vendedor de feira de rua. Como no Brasil, tudo era pesado naquelas balanças com um prato, e embrulhados os produtos em jornal.


Aí já é uma mercearia mais mudirninha. Com tudo em seu devido lugar e já sendo usada uma câmera  pro que precisasse de ser conservado frio.


Eita eu que já comprei esse pão aí. Ele era uma delícia e lembra o pão italiano que comemos hoje. No Brasil, tinha de meio e de um kilo.


Em Paris foi proibido derrubar as vitrines e fachadas de loja e comércio antigo. Hoje você vê lojas lindas e chiquérrimas, e a fachada conserva o letreiro de por exemplo: Padaria X. Acougue Y.
Acho o máximo. E as fachadas dos cafés e padarias eram lindíssimas. Com muito espelho e muita pintura em estilo art-nouveau.


No mesmo Halles de outrora, uma vendedora de sopa. Hoje em dia, você acha que a Vigilância Sanitária passando por alí iria recolher a dona Maria aos costumes? Mas, imagino que a sopa que ela vendia, devia de ser uma delícia!


Estas foram umas das primeiras alunas do hoje famoso Cordon Bleu, na Paris de 1.936.


Esta foto de 1.900 é o máximo. Casamento na Bretanha.
A mesa era feita assim. Fazia-se um morro de terra, e depois eram colocadas umas tábuas ao longo do morro. Pra que cerimonial, buffet, convites, aluguel de salão, decoração, gorgeta e o escambau? Com um monte de terra, algumas tábuas, um bom pão, vinho feito em casa e queijo, tava pronta a festança.
Quantos aos convidados, todos da aldeia vinham e nem precisava chamar. E a fatiota pra ir à festa? O grande problema da mãe da noiva de hoje, madrinhas, damas e etc e tal. "Estes pobremas não existiam." Todos com o mesmo modelito. Nada de dizer que a roupa da outra não tava boa, ou muito justa ou muito larga, ou fora da moda. Tudo tal e qual. Nem precisava de olhar no espelho. Era só olhar pro lado. Este pão aí se chama hoje Poilâne, e é o meu preferido quando tô porraqui.

Hoje aqui na França na Páscoa, não se oferece ovo. Os chocolates são em forma de peixe, galinha ou galo em sua maioria. Ganhei uma galinha tão grande numa Páscoa, que quase chego com ela até o Natal.
Além de não ser muito chegada em chocolate, custei a entender porque ganhar uma colega na Páscoa. E são muito caros. Preferia a minha parte em grana.
Mas, presente dado!
E nesta época, pra conseguir os chocolates coloridos, usavam por exemplo folhas de espinafre pra conseguir o verde. Legal, né?


Esta delícia aí se chama "dragées". São umas balas com açúcar duro por fora e macia por dentro. O recheio normalmente é de amendoa moida. Adooro! São oferecidas em batizados, casamentos, festas em geral. Hoje são feitas em todas as cores. Lindas! Rosa bebê e azul clarinho são as mais lindas pro meu gosto.
O sistema usado pra fabricação das balas é o mesmo até hoje, só que ao invés de girarem a bacia manualmente, usam uma tal de energia elétrica.


Coitadinha dessa garota! Vestida pra sua primeira comunhão, parece que tá indo pra festa do seu casamento. Eu acho que essa indumentária fazia a criança envelhecer uns 10 anos no mínimo. Um marmota. Pro meu gosto, claro!

Esta turma tá preparando as azeitonas pra serem prensadas e virar azeite. Imagine o cheiro delicioso que devia exalar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Bom Dia!
A foto do garoto sentado com um pão eu pensei que o pão fosse um pedaço de madeira.
Esses hábitos higienicos europeus são "fascinantes".
Estou viajando nas fotos.
Viviane Santana

Ieda Dias disse...

Oi Viviane. Coloquei mais uma foto. Agora vou dar uma boa lida no livro e ver o que mais posso sugar dele...rs
bjins

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