quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Pablo Neruda e eu em Colombo - Sri Lanka.


Isso é ou não é a cara de Salvador-Ba?


Esta foto poderia ser Rio de Janeiro ou Parati.

E essas caras melhores do mundo? Brasil, claro! Nadinha. SriLanka.
Desde que li o Confesso que Vivi, do Pablo Neruda, fiquei doidinha prá conhecer o Sri Lanka, antigo Ceilão. E fui.

Chegamos uma amiga e eu, e logo de cara no Hotel foi um alvoroço. Todos perguntavam onde estavam nossos maridos ou irmãos. Viemos sozinhas. Como assim? Não são casadas? Não. Não tem maridos? Não. Como assim? Não. Não temos. São então namoradas? Não. Amigas. E não adiantava explicar porque ninguém entendia duas mulheres viajando juntas, sozinhas, naquela sociedade.

O pessoal do Hotel simpático demais. Nenhuma mulher trabalhava lá. Só homens. E ficavam completamente loucos quando viam a gente sair cedo prá passear. Tenho certeza que achavam que a gente não conseguiria sobreviver sem ter nossos homens. E quando voltávamos a tardinha, ( juro! ) sempre tinha alguém nos esperando e corria prá nos receber aliviado.

Aí resolvemos ir até uma praia. Alugar carro, sair prá conhecer. Foi o ápice da loucura na cabeça deles, mas como não tinha solução resolveram nos ajudar e arrumaram alguém de confiança ( imagino que alguém que não iria abusar da gente...só faltava! rsrs...)prá nos levar. E lá fomos nós. Fizemos passeios lindos, conhecemos praias branquinhas com coqueiros e água azulzinha, povo gentil ,e pelas fotos vocês podem ver o quanto a gente se sentiu em casa. Parecia que estávamos no norte e nordeste do Brasil. Pernambuco, Bahia, Alagoas. Aquelas familias numerosas, cabanas e casas simples ao longo das praias de pescadores, e criança. Muita criança. Prá dar com pau.
Esqueci de contar que estava tendo também uma briga interna. Não sei quem, contra não sei quem. Coisas deles tipo guerrilha. Isso fazia o povo do hotel horrorizar mais ainda com a nossa coragem de viajar. Só não sabiam, que estávamos de férias e morávamos no Iraque nessa época e guerra por guerra estavamos meio que acostumadas.

Foi então que rolou um caso muito bom. Sempre rola, né?

A gente estava descansando no quarto num final de dia, quando chegou um funcionário e falou. Telefone prá senhora. Não tinha telefone nem chuveiro quente no quarto...rsrs... No que eu ri e disse: só pode ser engano porque ninguém sabe que estou aqui. E não sabia mesmo, porque saimos com um roteiro flexível, fomos mudando ele e não tinhamos hotel reservado em lugar algum. Conseguiamos no próprio aeroporto.

Ele foi embora. Voltou poucos minutos depois. Telefone prá senhora. De novo? Não é prá mim, é engano. Foi-se. Voltou de novo. Minha amiga perdeu a paciência e foi na portaria atender. Vou desvendar esse mistério. E não é que era prá mim mesmo?

Seguinte: um amigo que também estava de férias, sabia do nosso roteiro e passou pelo Sri Lanka prá ver se subia com a gente pro Nepal. Chegou e foi a uma Agência de Viagem marcar seu bilhete. Quando o moço viu que ele também era brasileiro foi logo dizendo: nunca na minha vida havia conhecido um brasileiro e hoje é o terceiro que passa por aqui. No que rapidim meu amigo perguntou? E quem são? O moço. Duas moças. Meu amigo. Uma magrinha clara e uma baixinha mais gordinha? Ele. Estas mesmo.

Daí pra frente já dá prá adivinhar o resto da história. Estivemos lá, marcamos nosso bilhete e demos o telefone do Hotel caso fosse necessário falar com a gente.

Fizemos Nepal, Índia e Tailândia juntos. Onde claro, aconteceram mais outros bons causos. Depois eu conto.

2 comentários:

  1. Vim pra agradecer a visita e pra me encantar também pelas suas viagens. Apareça sempre!
    Um beijo,
    Dri

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  2. Que bom que veio Dri!
    Um grande abraço e vamos trocar figurinhas. Seja bem vinda.
    bjins
    iêda

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