sábado, 24 de julho de 2010

África do Sul sem futebol, vista pela TT.

Tereza na porta da casa do Sr. Nelson Mandela
Casa antiga do Sr. Mandela

Quarto dele.

Monumento símbolo de Soweto






Cela onde ficou Nelson Mandela





Continuando o relato da TT. Depois de sair do aeroporto.

Aliviada e exasperada, corri pra estação pra pegar o Gautrain recém-inaugurado para a Copa, que iria até algumas partes da cidade.
A moeda de lá é o Rands. R$ 1,00 equivale a 4 rands.
O preço do bilhete foi por volta de R$ 20,00 e a viagem durou uns 15 minutos. Trem rápido e a minha amiga me esperava na estação de Sandton vestida da cabeça aos pés de Brasil : camiseta, boné, bandeira, kit completo.
E a festa começou pra só acabar no final do dia. Fomos pra casa dela (ela mora com uma amiga). Já fui fazendo também amizade com sua cadelinha Cairn Terrier, que nos esperaria com pulos e lambeção todas as noites depois de retornarmos dos nossos passeios. Amo animais (o contrário da amiga, dona do blog...rs).

Naquela noite fomos assistir ao jogo Brasil X Holanda. Se não fosse o gol contra do Felipe Melo, o resultado poderia ter sido diferente, mas as minhas férias foram planejadas pra eu ser feliz, então, nada iria estragar o prazer e o luxo, que tive de poder contar com estas duas grandes amigas, que me acompanharam por onde e a hora, que gostaria de ir. Nem Copa do Mundo.
Baixamos para Soweto no dia seguinte antes do almoço. Sempre ouvi muito falar deste lugar e jamais esperei, que pudesse andar por lá em alguma época da minha vida. Uma emoção só.
Este passeio foi muito especial pra mim, pois estava visitando um local com muita história durante o período do Aparteid. Foi onde houve vários eventos, greves, tragédias, para que o país hoje pudesse viver a democracia que vive.
Em Soweto tem a rua aonde moraram 2 pessoas que receberam o Prêmio Nobel da Paz - Nelson Mandela e Desmond Tutu - e também onde aconteceu uma das piores tragédias da história do Aparteid, no dia 16 de Junho de 1976 : em torno de 140 crianças e adolescentes - sendo que o mais velho com 14 anos - foram assassinados, porque estavam fazendo uma manifestação, em frente à escola onde estudavam, contra a introdução do ensino obrigatório do Afrikaans - língua com 90 a 95% de origem holandesa.
A casa do Nelson, hoje, é um museu aberto para visitação.

Chegando em Soweto já estacionamos na histórica e popular Vilakazi Street, subúrbio de Orlando West. Foi nesta rua que o menino Sul Africano Hector Pieterson, de 12 anos, foi baleado e morto num dos piores confrontos ocorridos em Soweto, durante o Apartheid.
Almoçamos no Sakhumzi, depois de visitar a casa do Nelson Mandela. Sentamos numa das mesas do lado de fora para não perder o movimento, que era grande por causa dos turistas que vieram pra Copa do Mundo.
O restaurante serve vários tipos de pratos, mas o mais interessante era o bufê parecido com o nosso, com salada, frango, cozido com tripa, bife, etc. A sobremesa principal era um bolo típico Sul Africano chamado Malba servido com custard - creme ingles ou sorvete. O ambiente é super agradável e as garçonetes simpáticas e prestativas. Prato do dia custa em torno de R$ 25,oo. Pagamos - 3 pessoas - pelo bufê com 1 cerveja, 3 Cocas e sobremesa, 450 rands, em torno de R$ 110,00. Achei bom o preço, principalmente, porque era tempo de Copa e turista saindo pelo ladrão.
Quando terminamos de almoçar, pedi pra falar com o dono do restaurante Sakhumzi Maqubela - nascido em Soweto. Ele tava sentado com mais uns 10 amigos e, quando disse que gostaria de saber um pouco sobre o restaurante, para uma amiga, que mora no Brasil, colocar no blog dela, já foi logo me convidando pra sentar na mesa com os amigos e ofereceu uma cerveja. Povo esperto, deve ter pensado : "se é pra fazer marketing do meu restaurante vou convidá-la para uma cerveja..." hehehe.
Me contou sobre a história do restaurante, que pode ser lida no site, mas, traduzindo a parte principal, o restaurante foi inaugurado em Novembro de 2001. Ele deixou o trabalho bem sucedido em um Banco e juntou todas as economias para investir no negócio.

Fomos visitar tambem o Museu de Hector Pieterson - o garoto virou um símbolo da luta contra o Apartheid.
O museu é muito explicativo com bastante detalhes das centenas de acontecimentos durante o regime racista do Apartheid. O mais chocante de tudo, fica num pátio do lado de fora, uma área com plaquinhas de granito representando cada menor, que morreu durante o protesto, com nome e data de nascimento.

Fiquei uma semana por lá, mas sinto vontade de voltar pra conhecer melhor. Muito mais coisa pra ser vista.

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